Sob
o dossel.
Uma casa de perfumes em pequenos lotes enraizada na botânica do Brasil, Colômbia e Venezuela. Lote 01 é envasado na primavera. A lista fecha quando os frascos estiverem.
Aprendemos a língua do perfume em francês. Sua etiqueta foi ensinada em inglês. Ensinaram-nos que aquilo que já possuíamos não passava de matéria-prima a ser refinada em outro lugar.
O petricor penetrante que sobe do asfalto quente. A fumaça sagrada do Breu Branco. O ferro oxidado de um portão modernista retomado pela floresta.
Casa Calixto é a recusa dessa tradição. Não somos um sotaque tropical sobre um acorde ocidental; não somos a floresta renderizada para exportação. Isto é Brutalismo Botânico: a tensão entre a terra indomada e as linhas afiadas e inflexíveis da modernidade latino-americana.
Nossa herança não é um enfeite. A terra é a arquitetura, os nativos são o alicerce e a fragrância é o monumento. Presa ao ritmo da colheita e não às exigências do mercado de massa, cada fórmula é composta em micro-lotes intransigentes.
Recolectado a mano. Embotellado en concreto.
Fornecidos desde a própria terra.
A coleção não é inspirada no continente. Ela é feita dele. Cada cidade, cada cooperativa, cada ingrediente que chega ao frasco.
Ciudad de México
México- SaídaCopal blancoResina sagrada, pedra molhada, fumaça azul
- CoraçãoPirulPimenta rosa, calor seco de altitude
- FundoTomilho silvestreTomilho curado pelo sol da montanha
Concreto Verde, uma cidade depois da chuva.
Concreto Verde
O instante depois da chuva num sábado em São Paulo. O concreto cinza e quente bebendo o aguaceiro. Raízes empurrando pelas frestas. O ar pesado, verde e mineral ao mesmo tempo. A cidade se segurou a semana inteira e finalmente recebe permissão para respirar.
O primeiro envasado. A lista fecha quando os frascos encherem.
Concreto Verde, Igarapé e Hora azul são envasados à mão no equinócio. Duzentos e quarenta frascos. A lista de espera é a única entrada. Não há lançamento geral.


